Uma colega da época da faculdade fez um dos TCCs mais interessantes que eu já li.
Ela elaborou um questionário sobre relacionamentos dividido em duas partes. Na primeira, ela perguntava à pessoa se ela já tinha sido traída.
Se ela respondesse que não, a segunda pergunta era: "Você perdoaria uma traição?".
Se a resposta fosse que sim, já tinha sido traída, a pergunta era "Você perdoou a traição?".
Se me recordo corretamente, 90% das pessoas que nunca tinham sido traídas responderam que não, jamais perdoariam uma traição.
Já 90% das pessoas que tinham sido traídas disseram que sim, perdoaram a traição que sofreram.
Conclusão: o peso do chifre mexe com a cabeça da gente.
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É impressionante como passar por uma experiência transforma nossa opinião a respeito dela.
Daí vem a importância de exagerar na cautela na hora de "se eu fosse você": ninguém entende muito bem a importância do lubrificante sem ter tomado no cu.
O ditado popular de que "na prática, a teoria é outra" é muito sábio. Em termos emocionais, a teoria por si só não vale tanto assim. Quantas verdades universais a gente prega sem ter a menor noção de como realmente agiria.
"Eu nunca aceitaria um relacionamento abusivo", diz a pessoa que, dois meses depois, se apaixona por um cara casado que vai largar a mulher "assim que a situação permitir".
"Se um maluco vier me assaltar, eu quebro a cara dele", diz a pessoa que, quando assaltada, faz cocô na calça, pede pela mãe e entrega o celular.
Ela elaborou um questionário sobre relacionamentos dividido em duas partes. Na primeira, ela perguntava à pessoa se ela já tinha sido traída.
Se ela respondesse que não, a segunda pergunta era: "Você perdoaria uma traição?".
Se a resposta fosse que sim, já tinha sido traída, a pergunta era "Você perdoou a traição?".
Se me recordo corretamente, 90% das pessoas que nunca tinham sido traídas responderam que não, jamais perdoariam uma traição.
Já 90% das pessoas que tinham sido traídas disseram que sim, perdoaram a traição que sofreram.
Conclusão: o peso do chifre mexe com a cabeça da gente.
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É impressionante como passar por uma experiência transforma nossa opinião a respeito dela.
Daí vem a importância de exagerar na cautela na hora de "se eu fosse você": ninguém entende muito bem a importância do lubrificante sem ter tomado no cu.
O ditado popular de que "na prática, a teoria é outra" é muito sábio. Em termos emocionais, a teoria por si só não vale tanto assim. Quantas verdades universais a gente prega sem ter a menor noção de como realmente agiria.
"Eu nunca aceitaria um relacionamento abusivo", diz a pessoa que, dois meses depois, se apaixona por um cara casado que vai largar a mulher "assim que a situação permitir".
"Se um maluco vier me assaltar, eu quebro a cara dele", diz a pessoa que, quando assaltada, faz cocô na calça, pede pela mãe e entrega o celular.
Em geral, nos supomos muito mais heróicos do que realmente seríamos caso a água (que tanto fantasiamos) batesse na nossa (extremamente real) bunda.
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Para nosso desconforto, não existe todo esse mar de previsibilidade que supomos existir no comportamento humano. Como bem resumido pelo cidadão do Polícia 24h: "Nunca pensei que ia ser otário, fui otário".
Todos fomos, cidadão. Todos fomos.
Acontece.
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Para nosso desconforto, não existe todo esse mar de previsibilidade que supomos existir no comportamento humano. Como bem resumido pelo cidadão do Polícia 24h: "Nunca pensei que ia ser otário, fui otário".
Todos fomos, cidadão. Todos fomos.
Acontece.
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