Pular para o conteúdo principal

Como escrever um texto meu

Introdução a um assunto qualquer que tenha a ver com a vida das pessoas. 

Talvez uma opiniãozinha polêmica, pra chamar a atenção das pessoas para o texto.

--

(dois tracinhos pra quebrar o texto em várias partes, pro leitor com déficit de atenção resetar o cérebro e continuar lendo)

Mudança brusca de assunto.
Uma anedota engraçadinha da infância.

Detalhe um pouco triste da história.
Piadinha pra não ficar muito pesado.

Sensação agridoce.

--

Voltando pro tema inicial, falando que as coisas não são tão simples assim.
Lugar pra enfiar alguma coisa que lembre as pessoas que eu sou psicólogo.

Pausa pra ver como mesmo quando fazem um monte de cagada, as pessoas são lindas.
Momento fofura.

--

Uma reflexão mais madura sobre a historinha da infância.
Uma frase um pouco mais de impacto pras pessoas copiarem e colarem no Facebook na hora de compartilhar.

Uma piadinha voltando atrás na opinião da frase anterior, pra não ficar muito autoajuda e dizer que as coisas não são tão simples como parecem.

Frases e parágrafos curtos, porque as pessoas já estão cansadas a essa altura do texto.

--

Hora de dizer que o assunto não precisa ser levado tão a sério.

Sugestão de um meio-termo possível entre levar o tema do texto a ferro e fogo e deixar ele pra lá.
Uma frase rápida, retomando o começo do texto e dando uma alfinetada.
Um gracejo curto.

--

Cristo pai, eu preciso me renovar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dando sopa

Às vezes me sinto a pessoa mais influenciável do mundo. Estava voltando da faculdade e tentando ler um livro enquanto o ônibus chacoalhava de lá para cá. Na história, pra demonstrar a pobreza do personagem, o autor fez questão de fazer constar que ele só come sopa, em todas as refeições. Uma das cenas descrevia com riqueza de detalhes a sopa que o rapaz comia: rala, com poucos pedaços de frango, arroz do dia anterior e algumas batatas picadinhas. A intenção era despertar piedade do personagem. O efeito foi o de me deixar morrendo de vontade de comer sopa. -- Em pleno verão, bater na porta dos vizinhos mais amigáveis perguntando se eles tinham sopa não era uma opção - e sim, se fosse inverno eu teria cara-de-pau suficiente de fazer isso.  A solução foi caminhar até um hipermercado perto de casa, o único lugar aberto naquele horário. Talvez eu achasse sopa em lata por lá. -- Pelo menos quinhentas pessoas se amontoavam na entrada do supermercado. Pessoa...

Enganei o bobo na casca do ovo

Quem disse que desenho animado não é ciência?  Bem, ninguém disse isso, mas eu me surpreendi quando fiquei sabendo que um dos meus clichês preferidos de desenho infantil tem a ver com um prêmio Nobel.  Lembra quando o Tom, do Tom e Jerry - ou qualquer outro desenho da época - via um ovo chocar e o pintinho que saía de dentro o chamava de mamãe, e o seguia por todo lugar? Isso aconteceu com um cientista chamado Konrad Lorenz, que estudava biologia, psicologia e o que mais tivesse pela frente, e que um dia, tal como o Tom, viu chocar um ovinho de ganso. Bem, o histórico de Lorenz não era muito bom (com alguns estudos voltados a descobrir se "híbridos germânico-polacos" tinham a mesma capacidade de trabalho que ditos "alemães puros", aquele nazisminho básico). Ainda assim, o ganso lhe deu uma oportunidade de ressignificar sua obra, porque assim que nasceu, começou a seguir o cientista alemão. O cientista não tinha penas, não tinha os dedos dos pés grudados (que eu saib...

Ano passado eu morri

Não posso falar do final desse ano sem mencionar como ele começou. Em 31 de dezembro do ano passado, eu e meu então companheiro organizamos uma festinha de ano novo - dessa vez mais caprichada do que nos anos anteriores, com balõezinhos, mesa arrumada e vários convidados no terraço do prédio dele. Na hora dos fogos da meia-noite, eu saí a procura dele na festa. Ele abraçava os convidados, enquanto eu esperava na fila pra brindarmos juntos. Eu sei que parece coisa pouca, mas as coisinhas poucas demonstram o estado das coisas grandes, e naquele momento eu entendi tudo: que eu não era a primeira pessoa que ele queria abraçar, que se eu puxasse pela memória já fazia muito tempo que eu não ganhava um abraço espontâneo, e que não fazia mais sentido eu estar ali. Enquanto assistia os fogos, meu primeiro pensamento de 2025 foi "eu não vou estar aqui no ano que vem". Bateu como uma certeza, um soco no ventre que me disse, nos primeiros segundos do ano, que esse seria diferente dos últ...